Dia do trabalhador

Nestor Roqueiro

No site do Proifes tem duas notícias informando que a ADURN vai ter uma assembléia para indicativo de greve geral em defesa da previdência e que a ADUFG decidiu por uma paralização no dia 15 de Maio, mas a federação não sinalizou com nada. Ou seja, não demonstram ter uma organização sindical adequada a embates de âmbito nacional. 

No site do Andes-SN tem um plano de lutas e calendário de mobilização. Como foi construído, não sei, mas demostram ter uma organização sindical que pensa nacionalmente.

No site da Apufsc não temos qualquer chamada para mobilização, nem indicativo de nada. E é claro que não tem condições de propor nenhuma ação de âmbito nacional pois não é nem esta filiada a uma entidade de representação nacional. Também não está articulada nacionalmente e não existe nenhum GT, que eu conheça, que esteja discutindo propostas de articulação nacional nos temas mais candentes do momento. 

O 1 de Maio é uma data emblemática para todos os trabalhadores e, com as ameaças que pesam sobre os salários, as contratações, as aposentadorias e o financiamento da própria universidade, a Apufsc não tem uma proposta, um plano de ação, uma mobilização, enfim, algo com que manifestar a apreensão e o descontentamento de muitos dos seus filiados e professores não filiados.

Quando este texto for publicado provavelmente a reforma de previdência já terá passado pela CCJ. E quando a reforma for aprovada? Estaremos revisando o regimento interno? Tem gente apostando que nem isso aconteça, aliás, que não aconteça nada, que de preferência não se consiga mobilizar a categoria para não incomodar o governo, que se faça exclusivamente política de gabinete. Isto não corresponde a um sindicato de base. A Apufsc tem que decidir o que é, se uma entidade que dá autorização a seu presidente para fazer articulações sem consultar as bases ou se vai se estruturar com GTs analisando e produzindo textos para debate da categoria e com tomada decisões com participação maciça do MD. 

Temos poucas opções claras, muitas dúvidas, mas de longe prefiro ser parte de um movimento nacional organizado do que afundar abraçado a uma carta sindical.

* Professor do DAS/CTC

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