FILIAÇÃO NACIONAL EM DEBATE: 751

Nestor Roqueiro

Após a apuração, é clara a fragmentação entre os associados da Apufsc. A decisão do rumo do sindicato será dada em uma votação acirrada e esta situação não é nem de longe boa para a categoria. A votação será por rejeição, o que está virando moda. A possibilidade de fratura, com os dissidentes indo para um ou outro sindicato nacional, é quase certa. A Apufsc não mais existirá como representação dos professores da universidade. E a carta sindical vai se mostrar como o papel molhado que sempre foi, sem ser utilizada para nada relevante em 10 anos, a não ser para brigar com os nossos colegas do Andes.
 
Já passou da hora de aceitarmos que deve existir mais de uma opção de representação sindical para os professores da UFSC, e de outras universidades. Nacionalmente temos duas entidades que são reconhecidas como sindicato, por que não ter as duas opções em cada Universidade Federal? Os votantes somam 1/4 do total de professores, aproximadamente, e a metade destes pode decidir os rumos do sindicato. Alguém pode considerar que isto é bom para o MD? Alguém pensa que isto vai motivar os 3/4 restantes a participar da Apufsc? Sem nenhuma proposta de ação. Estamos presenciando o definhar da outrora importante instituição sindical dos professores da UFSC. 
 
E ao que parece passaremos o tempo discutindo em que lado da mesa sentar enquanto a mesa da educação (salarios, aposentadorias, financiamento, etc.) é retirada da sala.  
 
Professor do DAS/CTC

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