Professores da UFSC dizem não à greve por tempo indeterminado

Em votação histórica pela participação, 1.191 professores votaram 

Os professores filiados à Apufsc disseram não à greve por tempo indeterminado, em uma votação histórica que teve a participação de 1191 docentes: 787 votaram contra a paralisação (66%) e 387 votaram a favor (32,5%). Foram registrados 17 votos em branco. 

Após 72 horas aberta, a votação online foi encerrada às 17h desta quinta-feira (19). A participação foi inédita em toda a história das assembléias da Apufsc, atingindo um quórum de 42,07% do total de 2831 sindicalizados aptos a votar. 

 

Votação histórica 

A maior votação já registrada pela Apufsc, até então, ocorrera  em setembro de 2009, quando a categoria decidiu que a entidade deveria se desfiliar do Andes-SN e se tornar um sindicato autônomo. Naquela consulta, 1.040 docentes votaram, número que representava 41,5% do total de sindicalizados de então.  

Neste ano, o tema filiação nacional voltou à pauta do sindicato e também mobilizou os docentes em mais uma votação expressiva, que contou com a participação de 751 votantes, 27% de quórum. Os professores decidiram que a Apufsc deve se vincular novamente a uma entidade nacional e, em outubro, haverá uma nova consulta para que se defina pela filiação ao Andes ou ao Proifes. 

Assembléias sobre greve em 2019

Esta foi a terceira Assembleia Geral sobre greve realizada no ano.

 Em junho, a votação não atingiu o quórum mínimo e, portanto, seu resultado não foi validado.  Votaram 590 professores (21,6% dos filiados) sendo que 386 (65%) apoiaram a paralisação nacional de um dia e 196 (33%) foram contra. A Apufsc não aderiu à greve nacional de um dia realizada naquele mês.

Em agosto, foi alcançado o quórum com 758 votantes (27,9% dos filiados). 524 aprovaram a nova greve nacional por um dia (69%) e 218 foram contrários (29%). Desta forma, a Apufsc participou da greve.

Na Assembleia encerrada nesta quinta-feira, a cédula limitou a opção à adesão ou não a uma greve por tempo indeterminado, o que na opinião da Diretoria, determinou o resultado desfavorável à paralisação. O formato da cédula foi decidido na primeira parte, presencial, da Assembleia, realizada na última segunda-feira, quando a proposta de haver uma opção, na cédula, de adesão à paralisação nacional de dois dias, programada pelas entidades nacionais de docentes, estudantes e servidores para os dias 2 e 3 de outubro, foi rejeitada pela maioria dos presentes na ocasião. 

A Diretoria convocou uma reunião do Conselho de Representantes para a tarde desta sexta-feira (20), quando será avaliado o resultado da votação e encaminhada a continuidade da luta em defesa da universidade, uma vez que os problemas de cortes de verba, projeto Future-se e ataques contra a ciência seguem preocupando os professores.

Os estudantes da UFSC estão em greve desde o dia 10 de setembro, contra o corte de verbas. Os técnico-administrativos farão uma paralisação na próxima terça-feira, dia 24, e na quinta realizarão uma assembleia para decidir se entram ou não em greve por tempo indeterminado. Por enquanto, a indicação da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores em Universidades Brasileiras (Fasubra), que representa os técnicos nacionalmente, indica a adesão à greve de 48 horas convocada para os dias 2 e 3 de outubro, convocada também pela UNE, pela ANPG e pelo Andes. 

 

Assembleia Geral Extraordinária – Reunião presencial do dia 16/9

 

  

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