Pelo Twitter, Weintraub responde a pedidos de correção em nota do Enem e solicita nova análise

Ministro afirmou que candidatos estão recebendo explicações pessoais; Inep diz que não serão dadas respostas individuais

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, aceitou o pedido de um apoiador via Twitter que reclamou sobre o resultado da prova do Enem realizada pela filha. Existem ao menos 24 ações individuais na Justiça e uma ação civil pública do Ministério Público Federal de Minas Gerais, solicitando nova correção da prova.

No último sábado (25), um perfil identificado como Carlos Santanna, mencionou o ministro no Twitter informando a inscrição da filha e afirmando que a candidata foi prejudicada. “Ministro, minha filha tem certeza que a prova do Enem dela não teve a correção adequada e que ela foi prejudicada. E agora? A Inês é morta? O Sisu termina amanhã”, escreveu.

Weintraub respondeu ao apoiador com um print screen de uma mensagem privada trocada com o presidente do Inep, Alexandre Lopes, responsável pela realização da prova.

Lopes afirma que irá checar a inscrição em questão e, em seguida, responde relatando que não houve erros de associação no caso da candidata. Ele se refere a um erro com os códigos da prova que teriam causado problemas nas notas de cerca de 6.000 provas.

Ainda no sábado, o ministro também publicou em suas redes sociais que estavam sendo dadas respostas individuais, inclusive por telefone, para candidatos prejudicados pelos erros. “Quando isso foi feito no passado? Evidentemente, entramos no perfil do queixoso para verificar se a pessoa é realmente estudante”, escreveu.

Entretanto, uma nota do Inep enviada ao jornal Folha de S. Paulo contraria a informação de Weintraub. A assessoria do órgão afirmou que todas as reclamações de maneira informal, por redes sociais, contam para a revisão, mas que não dará respostas individuais. O Inep diz ainda que “não foram realizadas nenhuma revisão individual a pedido do ministro” e que apenas foram comunicados os resultados das análises já feitas.

Leia mais: Folha de S. Paulo

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