Future-se: quais os entraves no Congresso e nas universidades

Programa esbarra nas relações de Abraham Weintraub com parlamentares e na baixa adesão

Um dos principais programas lançados pelo Ministério da Educação na gestão de Abraham Weintraub, o Future-se passou em janeiro de 2020 por uma nova consulta pública e ganhou sua terceira versão desde que foi apresentado pela primeira vez em julho de 2019. A proposta do governo tem o objetivo de aumentar a participação da iniciativa privada nas instituições públicas.

O texto final precisa, agora, ser enviado pelo MEC ao Congresso, já que a iniciativa depende de alterações em leis para poder entrar em vigor. Não há data definida para que isso ocorra. Por conta da resistência da comunidade acadêmica e entre parlamentares, o caminho até sua implantação não deve ser fácil. A pasta vem enfrentando uma crise devido ao desgaste de Weintraub com os erros no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2019.

Enquanto a pressão sobre o ministro aumenta, um de seus auxiliares que ajudara a formular o Future-se já pediu demissão. Secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Lima Júnior estava havia apenas nove meses no cargo. Em carta enviada ao ministro em 30 de janeiro, disse ter decidido sair por “motivos pessoais” e que irá, agora, “abraçar novos propósitos profissionais”.

Leia na íntegra: Nexo

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