“Se o ministro da Educação não pode ajudar, que saia”

Presidente da Apufsc critica postura de Weintraub em meio à crise do coronavírus: ministro continua tentando colocar a população contra as universidades

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou suas redes sociais no fim de semana para retomar seus ataques às universidades e aos cursos das áreas de humanas, em meio à pandemia de coronavírus que já matou milhares de pessoas por todo o mundo.

No Twitter, o ministro acusou “a esquerda de priorizar faculdades de antropologia ou filosofia ao invés de medicina ou enfermagem”, culpando os governos anteriores pela falta de médicos para tratar pacientes da Covid-19. “Eu acuso a esquerda de construir estádios superfaturados ao invés de hospitais. Eu já falava isso há um ano. Agora faltarão leitos nos hospitais, médicos, enfermeiros…”, completou.

“O ministro acusa setores de esquerda, e no fundo as próprias universidades, de expandir vagas nas áreas das humanidades em detrimento das áreas de saúde, como enfermagem e medicina, sem nenhum dado, sem nenhuma responsabilidade”, diz Bebeto Marques, presidente da Apufsc. “Ele tenta jogar a população contra as universidades, porque estariam neste momento de crise sem capacidade de ajudar as pessoas mais necessitadas.” Segundo Bebeto, ao fazer esse tipo de declaração neste momento, Weintraub tenta se esconder do fato de não ter usado R$ 1 bilhão da Lava Jato no ano passado.

“Sua incompetência e irresponsabilidade só aumentam. Se não pode ajudar num momento de crise como esta, que saia”, diz Bebeto.

Imprensa Apufsc

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