Projeto de socorro a Estados atinge brutalmente remuneração de professores federais

Texto que será votado neste sábado no Senado congela salários e proíbe progressões e promoções

O relatório apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre o projeto de socorro financeiro da União aos estados e municípios atinge gravemente o bolso dos professores e professoras das instituições federais de ensino, assim como dos demais servidores públicos. 

A nova versão do pacote de auxílio foi entregue aos senadores de forma eletrônica por Alcolumbre no começo da tarde desta quinta-feira (30), depois de um acordo com o ministro da Economia Paulo Guedes. A ideia é votar a proposta neste sábado (2). Se aprovada, irá para a Câmara. 

O texto determina o congelamento de salários dos servidores por 18 meses e proíbe a realização de concursos públicos. “A questão central, no entanto, não é somente congelar salários, com perdas inflacionárias já acumuladas em cerca de 14% que podem chegar a 20% com o acréscimo de mais um ano e meio”, diz Bebeto Marques, presidente da Apufsc. “Mas o impedimento de  concessões de anuênios, triênios, quinquênios, licenças-prêmio, promoções, progressões, incorporações, permanências e demais mecanismos equivalentes que aumentem a despesa com pessoal”, explica.

Bebeto avalia que as perdas nos vencimentos serão brutais, mesmo considerando que os professores continuam trabalhando no período da quarentena (em forma reduzida e por teletrabalho).

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