Trocas em cargos estratégicos do Ministério da Educação atrasam projetos

Programa ‘Educação Conectada’ tem sofrido com mudanças no FNDE e na Secretaria de Educação Básica

Enquanto o ministro da Educação, Abraham Weintraub, se dedica à militância dentro do governo Bolsonaro, processos importantes dentro da pasta têm sofrido sucessivos atrasos – afetados por uma série de trocas em secretarias importantes no MEC e em órgãos de apoio estratégicos, como o FNDE.

No início de abril, o titular da Secretaria de Educação Básica (SEB), Janio Macedo, pediu demissão e foi substituído por Ilona Becskeházy. Mais recentemente, uma leva de funcionários terceirizados deixou a secretaria.

Um dos programas que vem sendo penalizado pelas mudanças na SEB é o “Educação Conectada” – importante no contexto atual, de ensino a distância, pois viabilizaria a contratação de notebooks para as escolas públicas.

O processo de compra desses equipamentos, parado depois que a licitação inicial foi revogada, deveria ter recomeçado em janeiro, mas até agora não saiu. E, a cada nova dança das cadeiras em cargos estratégicos, anda uma casa para trás.

As principais trocas dizem respeito ao comando da Diretoria de Apoio às Redes de Educação Básica (DARE), responsável, entre outras áreas, pela Coordenação-Geral de Tecnologias e Inovação da Educação Básica (CGTI), que coloca em pé esse tipo de compra do “Educação Conectada”.

E ao comando da Diretoria de Tecnologia e Inovação (DIRTI) do FNDE. A diretoria, responsável por especificações técnicas em licitações para compra de computadores, está sob o comando, desde a semana passada, de Paulo Roberto Aragão Ramalho, indicado pelo Centrão. Antes, a DIRTI havia sido ocupada por pouco mais de 15 dias por Matheus Belin.

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