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A Primazia da Verdade: em Defesa do Direita São Paulo

Nesta quinta-feira, uma decisão do juiz Rubens Queiroz Gomes do Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu um pedido do MPF de São Paulo numa ação contra um bloco carnavalesco chamado “Porão do DOPS” sob a alegação de que o bloco faz apologia a tortura ao homenagear o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do DOI-CODI, e Sérgio Paranhos Fleury, delegado do DOPS, durante o regime militar. Os motivos alegados pelo MPF revelam algo mais elusivo que tem a ver com a histérica reação das esquerdas quando confrontada com um revisionismo  histórico que demole sua narrativa e seus falsos mitos.

De fato, a esquerda que pegou em armas e usou de terrorismo para tentar implantar uma ditadura comunista a nação entre 1966-1973 é célere em rotular o DOI-CODI, DOPS como órgãos de repressão e tortura do regime militar. Embora seja presumível que tenha ocorrido casos de tortura por parte de alguns agentes, não há nenhuma evidência de que a tortura era uma prática sistemática como muitos afirmam. Com efeito:

1. Se o regime militar fosse brutal e sanguinário como a esquerda alega, torturando e assassinando todos que lhe faziam oposição, como explicar que em cerca de 20 anos do regime militar tenha  havido pouco mais de 300 vítimas atribuídas aos agentes do regime? A conta não fecha se comparamos com o número de mortes causados pelos regimes ditatoriais comunistas e fascistas que produziram um massacre de suas populações, alguns contabilizando milhões de mortes, outros, considerados  experiências ditatoriais mais “ligth”, por exemplo Cuba, atingiram, segundo estimativas, dezenas de milhares de mortes pelo regime [1], uma conta ainda assim estratosfericamente desproporcional comparado ao saldo de mortos durante o regime militar no Brasil. Isso é fato!

2. É conhecido que um ator influente na época e que tinha um enorme prestígio junto aos que faziam parte dos grupos terroristas de esquerda orientava todos que fossem presos pelos agentes a dizer que foram torturados, mesmo que  não tivessem sido [2]. Ora, se a tortura fosse algo sistemático e aplicado em larga escala por que razão alguém daria essa orientação? Mais uma vez, a argumentação das esquerdas não fecha. Definitivamente falta lógica e consistência. Isso é fato!

3. Há algumas características do regime militar no Brasil que são únicas. Sendo de natureza contra-revolucionária, o regime militar era autoritário, mas exercia a sua autoridade de forma singular. A presidência era ciclicamente renovada por uma junta militar, o que evitava que o poder fosse concentrado indefinidamente nas mãos de um ditador, como vemos nas ditaduras comunistas/fascistas. Embora restringisse a atividade política, o regime militar nunca cerceou integralmente o exercício da  democracia havendo  uma atividade legislativa limitada e eleições que eram disputadas por dois partidos, a ARENA e o MDB. Neste cenário, o povo podia expressar seu (des)contentamento com o regime sendo digno de nota a vitória esmagadora da ARENA nas eleições de 1970, demonstrando o apoio popular ao governo do presidente Médici, ironicamente, na fase mais rígida do regime militar por conta do AI5. Como pode então um regime com essas características ser ao mesmo tempo brutal e sanguinário com a sua população?

Vemos então que falta objetividade a leitura esquerdista do regime militar, e onde falta objetividade sobra subjetividade. Exceto por alguns esquerdistas que fazem uma análise crítica da época sem esconder seu real propósito de que faziam a luta armada não para restaurar a democracia, mas sim para comunizar a nação, o que vemos são relatos sem credibilidade objetiva, onde o que predomina são meramente o testemunho em detrimento de provas documentais ou de indícios que indiretamente comprovem objetivamente os fatos.
Minha insistência na questão da objetividade tem uma razão. Se aceitamos que

Pode-se exaltar a figura de um ente X por um aspecto (entre vários outros), descartando outros aspectos de X sem que com isso se esteja fazendo apologia de nada ilícito, (*)

então o mesmo deve ser verificado em qualquer outra situação. Não reconhecer isso é primar pela subjetividade.

Ora, os comunistas exaltam Lenin mesmo tendo ele sido um genocida que não hesitou em assassinar crianças e dissolver seus corpos em ácido, como fez com os filhos do Czar. Dessa forma, em São Paulo temos um bloco carnavalesco dito o “bloco soviético” que faz homenagem a Lenin (e a inúmeros outros ditadores comunistas sanguinários) sem que o MPF entenda com isso que se está fazendo apologia as ideias repugnantes do  “ódio de classes” e a “justificação da violência como meio de se alcançar o comunismo”. Ou seja, vemos que o MPF aplica (*) ao bloco soviético, onde entende que a exaltação ao comunismo é restrita as promessas de justiça social (nunca realizadas) que o comunismo (falsamente) prega, nunca aos meios violentos que o comunismo emprega. Ora, esperaria-se que o MPF usasse do mesmo critério (*) em relação ao bloco “Porão do DOPS”, pois na página onde divulgam o evento os organizadores não reconhecem Ustra como torturador [3], e tampouco que o DOI-CODI, DOPS eram órgãos onde se usava sistematicamente da tortura. Na verdade, ao que parece, a exaltação que o bloco faz ao Cel. Ustra, ao delegado Fleury, e ao DOI-CODI, DOPS se limita ao trabalho de combater e desarticular grupos de esquerda que usavam do terrorismo, seqüestros, etc. para derrotar o regime e implantar o comunismo no Brasil. Esta razão se alinha com o que está declarado em (*) e, neste caso, não se faz apologia a tortura, embora tenha que se admitir que lamentavelmente ocorreram casos de tortura, que não é possível de objetivamente mensurar.

Vemos então que o MPF de São Paulo agiu subjetivamente aplicando o princípio (*), aplicando-o ao bloco soviético, e rejeitando sua aplicação ao bloco “Porão do Dops”. Mas, afinal, esperamos que o MPF atue objetivamente para com todos, ou que atue  ao sabor da subjetividade de alguns procuradores? Onde fica a credibilidade do MPF?

É inegável que o Direita São Paulo conseguiu um feito notável que deixa transparecer que o MPF caiu numa armadilha, pois  ao entrar com a ação proibindo o “Porão do Dops”, o MPF de São Paulo não só soou o sino detestável do cerceamento da liberdade de expressão em tempos reconhecidamente de normalidade democrática, como também deu visibilidade ao revisionismo histórico indispensável para o resgate da verdade dos fatos, obscurecido por anos de patrulhamento da esquerda. Este revisionismo está em curso e seguirá seu rumo em todas as frentes.


Marcelo Carvalho
Professor do Departamento de Matemática

Notas
[1] “O Livro Negro do Comunismo”, Stephanie Courtois e outros.

[2] http://blogdemirianmacedo.blogspot.com.br/2011/06/verdade-eu-menti_05.html

[3] Cel. Ustra nunca foi condenado em nenhum processo criminal. O que há é uma ação civil (ação declaratória) que pede que o Cel. Ustra seja declarado como torturador, mas que é baseada meramente no testemunho de alguém que alega ter sido torturado, não havendo nenhuma prova documental do que se alega. Curiosamente, Cel. Ustra se defende dessa alegação em seus dois livros “Rompendo o Silêncio” e a “Verdade Sufocada”, onde divulga inclusive uma foto de uma mulher segurando uma criança, com um semblante feliz, supostamente tirada no tempo em que a mulher estava detida no DOI-CODI, algo que não parece indicar que aquela mulher sofrera maus tratos.
 

 
 
 

Manchete

Ora, se a tortura fosse algo sistemático e aplicado em larga escala por que razão alguém daria essa orientação? Mais uma vez, a argumentação das esquerdas não fecha. Definitivamente falta lógica e consistência. Isso é fato!


Postado

9.fevereiro | 2018 | Marcelo Carvalho


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10.fevereiro.2018 - 14:49

Esse professor Marcelo carvalho é apenas e irritantemente um DEFENSOR EXPLICITO DO FASCISMO, DAS DITADURAS E DOS REGIMES DE TORTURA SISTEMÁTICA, como o que ocorreu no Brasil, em SP, no DOI-CODI, DOPS, ETC., e com as práticas sistemáticas e explicitas de Fleury, Ustra e muitos outros policiais e militares do regime ditatorial, civil e militar brasileiro, sobretudo, entre 1968 e 1978...

- Geronimo W. MACHADO

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