Esse tipo de verba representava 0,86% dos recursos das instituições em 2014 e saltou para 7,2% em 2025, destaca a Folha
Com o orçamento em queda desde 2014, as universidades federais brasileiras dependem cada vez mais de emendas parlamentares para levantar recursos. As emendas são propostas de deputados e senadores para modificar os gastos do país, direcionando recursos federais a obras, serviços e políticas públicas específicas em seus estados ou municípios. Na prática, elas determinam como o dinheiro público será utilizado.
De acordo com análise do Observatório do Conhecimento, as 69 instituições de educação superior mantidas pela União receberam R$ 571 milhões do parlamento em 2025. O montante correspondeu a aproximadamente 7,2% da verba discricionária das instituições, aquela destinada ao funcionamento das unidades.
Durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, o congresso aprovou um novo corte na educação. O orçamento para manutenção das federais foi reduzido em R$ 488 milhões em relação ao valor originalmente proposto pelo Executivo.
Desde o início do governo Lula (PT), o Ministério da Educação (MEC) complementa o orçamento das universidades federais para tentar compensar os cortes feitos pelo Legislativo. Em 2023, a pasta de Camilo Santana destinou R$ 1,7 bilhão para suplementação. No ano seguinte, o valor foi de R$ 734,2 milhões.
Para 2025, o governo alocou R$ 279,8 milhões adicionais. Um novo aporte é esperado neste ano.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo
