Questão religiosa está entre os principais motivos de perseguição nas escolas, diz pesquisa

Levantamentos apontam violações à laicidade em instituições de ensino, segundo a Folha

De 2019 a 2025, o Brasil registrou ao menos 51 denúncias relacionadas a violações da laicidade em escolas e instituições públicas, aponta estudo do Observatório da Laicidade na Educação (OLE), ligado à Universidade Federal Fluminense (UFF).

Segundo o coordenador do grupo, José Antônio Miranda, os casos envolvem proselitismo religioso e perseguição a professores e funcionários, especialmente de religiões de matriz africana ou tradições não cristãs. “A autocensura é uma das principais consequências do racismo religioso”, afirma.

Um estudo recente publicado pelo Observatório Nacional da Violência contra Educadores (ONVE), também vinculado à UFF, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), aponta que, para 48% dos educadores que relataram contato direto ou indireto com algum tipo de perseguição e censura nas escolas, a principal motivação foi religiosa. O levantamento indica que 9 em cada 10 educadores já sofreram ou presenciaram algum tipo de perseguição e censura.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo