Professor da UFSC fala sobre relação entre pancreatite e canetas emagrecedoras

Uso de medicação sem acompanhamento profissional pode aumentar o risco de efeitos adversos

A pancreatite, que é a inflamação no pâncreas, se tornou uma preocupação após o registro de seis mortes suspeitas de pessoas que usaram medicamentos agonistas do receptor GLP-1, chamados popularmente de canetas emagrecedoras, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na segunda-feira, dia 9, a agência alertou para os riscos de pancreatite pelo uso dos medicamentos. Porém, desenvolver a inflamação é um efeito adverso grave listado como incomum nas bulas dos remédios.

O médico Alexandre Hohl, professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), diz que o estudo Select, financiado pela Novo Nordisk, avaliou o risco de pancreatite comparando pacientes usando semaglutina a pacientes usando placebo e mostrou que o número de casos foi igual.

Os médicos alertam para o aumento dos riscos em caso de uso indiscriminado e sem acompanhamento médico. Hohl diz que, sem uma avaliação por um profissional, não há o controle das doses ou de alguma condição prévia e contraindicações, como pancreatite de repetição, litíase [cálculo] ou hiperglicemia.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo