Maioria dos procedimentos teve reajuste de 6,7% em relação ao contrato vigente em 2019
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou nesta segunda-feira, dia 16, a nova tabela de coparticipação dos procedimentos do plano de saúde UFSC-Unimed. De acordo com a universidade, 81% (1.988) dos procedimentos tiveram reajuste de 6,7%. O maior percentual de aumento (40,7%), que considera a inflação acumulada no período de 2019 a 2025, foi aplicado em 145 itens, sendo que apenas sete deles, segundo a UFSC, estão entre os mais utilizados pelos beneficiários.
O anúncio da nova tabela ocorre após os servidores terem sido surpreendidos, no fim de dezembro, com um reajuste de cerca de 48% em relação à tabela de procedimentos do contrato anterior, aplicado sem aviso prévio aos beneficiários. A divulgação ocorre mais de dois meses depois do início do novo contrato emergencial da universidade com a Unimed.
Segundo a UFSC, a adoção da tabela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), atualizada, estava prevista em contrato, mas a universidade só recebeu da Unimed os valores a serem praticados em 18 de dezembro e, a partir disso, “questionou imediatamente” a operadora.
Agora, com as mudanças anunciadas, a Unimed aplicará, com efeito retroativo a 19 de dezembro de 2025, os novos valores de coparticipação dos procedimentos, “ressarcindo as diferenças cobradas a maior com base na tabela inicialmente divulgada”.
Para o período de 2 de dezembro, quando o contrato entrou em vigor, a 18 de dezembro de 2025, permanecem vigentes os valores do contrato anterior, com estorno previsto na fatura de março. A coparticipação de 50% e o teto de R$ 200 por procedimento continuam valendo.
::: Perguntas e respostas sobre o novo contrato de plano de saúde da UFSC com a Unimed
Sobre a nova tabela UFSC-Unimed
Segundo a universidade, desde que foi questionada sobre a atualização da tabela em dezembro, a Unimed apresentou oito propostas que convergiram “para a criação da Tabela UFSC, com ênfase em procedimentos frequentes e em terapias/sessões de alta utilização”.
Assim, uma análise comparativa da UFSC indicou que limitar os reajustes da tabela à inflação acumulada entre dezembro de 2019 e dezembro de 2025 seria mais vantajoso aos servidores do que aplicar diretamente a tabela da CBHPM 2024/2025 na Faixa III, como havia sido feito inicialmente.
Com isso, procedimentos que, a princípio, haviam tido reajustes superiores a 150% ficaram restritos ao IPCA do período (40,75%). É o caso da terapia ABA, por exemplo, que passaria de R$ 42 para R$ 150 na primeira versão da tabela e ficou em R$ 59,12 após as negociações. O reajuste de 6,7% na maioria dos procedimentos (1.988) é semelhante ao IPCA setorial de serviços de saúde dos últimos 12 meses.
A universidade estima que a mudança represente uma economia de cerca de R$ 63.243.155,00, considerando a utilização anual do plano entre 2024 e 2025.
Confira os novos valores da tabela:
Imprensa Apufsc
Com informações do Notícias UFSC
