Nota da Diretoria: As ilações e inverdades do Sintufsc ao atacar a Apufsc

Em redes sociais, a diretoria do Sintufsc fez, lamentavelmente, uma série de insinuações sobre quais, na cabeça deles, seriam as “verdadeiras” intenções da Apufsc ao ser contra as urnas eletrônicas: conspirar contra o voto paritário e reafirmar a hierarquia de docentes sobre TAEs.

Trata-se de meras ilações, muito próximas daquelas que sustentam as teorias conspiratórias. Tais acusações visam, no fundo, escamotear a questão central: o sistema de voto presencial, via urnas eletrônicas, leva à exclusão de número bastante significativo de eleitores que têm direito a votar. Sobre isso, nada dizem!

Portanto, o impasse na Comeleufsc não é artificial, mas real e grave. Não se pode concordar com uma consulta informal para a Reitoria capenga ou excludente. Isso tira a legitimidade da chapa vencedora, que será a única a se inscrever às eleições no Conselho Universitário (CUn), o que tem sido a cultura ética e política na UFSC praticada.

Não custa reprisar o simples e objetivo posicionamento da Diretoria da Apufsc, recentemente reforçado por nosso Conselho de Representantes: 1) já afirmamos publicamente que somos favoráveis ao voto paritário e, na Comeleufsc, reforçamos isso ao concordar com os Artigos 2° e 4° da 1° Seção da Res. 01/2026, que tratam justamente desse tema; 2) somos a favor da votação remota, pois não exclui ou inviabiliza ninguém com direito ao voto a votar. Logo, não somos contra a urna eletrônica, mas contra o voto presencial, nas circunstâncias atuais; 3) apontamos, em diversas ocasiões, que o impasse na Comeleufsc deve ser resolvido no CUn, pois foi o Conselho que, em 25 de novembro de 2025, aprovou parecer de criação da Comissão Eleitoral responsável pela consulta informal para escolha da nova Reitoria da UFSC (veja aqui a Resolução do CUn e o parecer da relatora); 4) Por fim, nunca afirmamos que iremos judicializar nada.

A universidade não tem sentido sem estudantes e professores, cujas relações e organizações acadêmicas só serão exitosas se bem administradas por TAEs competentes e valorizados. Essa tríade é imprescindível e nela a hierarquia não faz sentido e é prejudicial.

Portanto, a busca por jogar uma categoria contra a outra, insinuando algum desejo por supremacia docente, de inferiorizar os TAEs e, pasmem, de adesão ao negacionismo quanto ao uso urnas eletrônicas (uma conquista da democracia brasileira), não se sustenta e é pura tática eleitoral. Ela visa, no fundo, amalgamar ativos que são “negociados” no processo eleitoral e como força de controle político da gestão da Reitoria, inclusive em simbioses perigosas e nefastas.

Essa postura afeta e fragiliza o próprio sistema paritário de votação que, por meio dessa falsa autoproteção corporativa, desvia o livre arbítrio de eleitores sobre temas e problemas universitários.

As boas e respeitosas relações entre os sindicatos dos TAEs e Docentes são históricas, e faremos de tudo para que assim permaneça, a despeito de divergências ocasionais em algum tema. Contudo, jamais aceitaremos a falta de respeito e muito menos insinuações caluniosas vindo de quem for, muito menos de lideranças que parecem não ter a dimensão do papel de um sindicato ou do lugar que ocupam na política universitária.

Fica evidente na nota que, no fundo, usam de artifícios para escamotear respostas que não conseguem dar e suas atitudes eleitorais deploráveis, como a inverídica informação sobre a cessão das urnas pelo TRE, que só depois ocorreu e por meio do inadequado apelo do Reitor-candidato de reconsideração à negativa do Tribunal; ou do fato de terem escondido da Apufsc a reunião do TRE para tratar desse assunto; ou do descumprimento do Regimento da Comeleufsc, em seu Art. 6°, que exige que TODAS as decisões sejam por consenso.

A nota do Sintufsc é mais um capítulo da crise política institucional de uma UFSC que adoece. Caminhamos, infelizmente, para um colapso administrativo e moral.