Uma derrota após a outra

*Por Alex Degan

Não podemos titubear nem hesitar: apenas a realização de uma nova consulta informal, paritária, envolvendo os três segmentos de toda a UFSC, pode garantir o mínimo de lisura e moralidade ao processo.

Os erros reiterados não podem nos conduzir a mais um equívoco grave. As incorreções absurdas, presentes nas listas de discentes aptos a votar em Blumenau, comprometeram a eleição por completo. Insistir na manutenção de um processo com vícios é lamentável e uma escolha frágil.

Está na hora de deixarmos de lado cálculos políticos comezinhos ou a soma de porcentagens eleitorais que privilegiam determinadas chapas. Repito: trata-se de restaurar a credibilidade, interna e externa, do pleito eleitoral mais importante da nossa universidade.

Em nenhuma consulta eleitoral os resultados de outras unidades seriam computados e divulgados publicamente sem a devida resolução da questão. É inaceitável que isso aconteça.

Todos e todas que possuem espírito republicano devem se indignar e pressionar os agentes políticos na direção da única saída honrada: a realização de nova consulta paritária, envolvendo os três segmentos, com todas as listas devidamente checadas e conferidas antes da votação. Não há alternativa do ponto de vista ético, moral ou juridicamente adequada.

Docentes, estudantes, TAEs, diretores de centro, gestores… não podemos fazer vista grossa nem fingir não compreender a gravidade do que aconteceu. Precisamos atuar com a responsabilidade que a situação exige.

Pelo bem de nossa universidade democrática, devemos realizar uma nova consulta, paritária, envolvendo os três segmentos — já!

Alex Degan é diretor do CFH e docente do Departamento de História (CFH/UFSC)

Artigo recebido às 13h24 do dia 2 de abril de 2026 e publicado às 13h46 do mesmo dia