Durante gestão no MEC, Camilo Santana avança na educação básica, mas deixa ensino superior sem reformas

Nesta semana, ele passou o cargo para Leonardo Barchini, lembra o Globo

Durante boa parte do terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu a Camilo Santana (PT-CE) a missão de superar o legado de Fernando Haddad (PT-SP) no Ministério da Educação (MEC). Nesta semana, ao final de quase quatro anos à frente da pasta, o cearense passou o cargo para Leonardo Barchini com um balanço que especialistas classificam como positivo, mas incompleto. Embora tenha acumulado avanços concretos e reconhecidos na educação básica, o ensino superior permaneceu sem as reformas estruturais aguardadas pelo setor — sobretudo no que diz respeito ao financiamento das instituições públicas, que em alguns momentos chegaram perto do colapso.

No terceiro mandato de Lula, analistas apontam que o MEC teve uma priorização clara da educação básica. Com isso, Camilo conseguiu avanços importantes nessa área — inclusive a principal nova marca do governo Lula, o Pé-de-Meia, uma poupança que os alunos mais pobres recebem e pode chegar a R$ 9,2 mil ao final do ensino médio —, mas deixou alguns problemas do ensino superior, especialmente relacionados ao acesso, ainda sem soluções.

Ao Globo, Camilo Santana afirmou que, ao assumir, Lula precisava “reconstruir e fortalecer políticas públicas essenciais que haviam sido descontinuadas ou fragilizadas nos anos anteriores”. Ele também nega que houve uma escolha da educação básica em detrimento ao ensino superior.

Leia na íntegra: O Globo