Conselho Universitário da UFSC aprova contas de 2025

O relatório apresentado pelo conselheiro detalhou que a UFSC contou com uma dotação de aproximadamente R$ 2,45 bilhões em 2025

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reunido em sessão extraordinária na tarde desta terça-feira, dia 2, avaliou e aprovou, por unanimidade, a prestação de contas da instituição referente ao exercício financeiro de 2025.

Em sessão dedicada ao detalhamento técnico e à análise da conjuntura financeira da instituição, o conselheiro-relator, Luís Augusto dos Santos Madureira, apresentou extenso parecer que sistematiza os principais indicadores de gestão, desempenho acadêmico e execução orçamentária do período. Ele ressaltou que o trabalho se limitou aos “aspectos formais dos relatórios”, sem avaliar o mérito dos dados, e enfatizou que a universidade atuou sob persistentes restrições orçamentárias, o que exigiu da Administração Central interlocução contínua com o governo federal e com a bancada catarinense para mitigar desafios estruturais e conter o aumento dos custos operacionais.

O relatório apresentado pelo conselheiro detalhou que a UFSC contou com uma dotação de aproximadamente R$ 2,45 bilhões em 2025, dos quais a maioria, cerca de 90,65%, foi destinada ao programa de gestão e manutenção do poder executivo, que cobre despesas com pessoal ativo e inativo.

Madureira observou que, após o pagamento de folha e encargos, restou uma margem de 7,12% para atender despesas de custeio, como manutenção e infraestrutura, e um percentual ainda menor, de 0,06%, para investimentos de capital. Segundo o relator, essa configuração orçamentária reflete uma realidade onde a instituição precisa preservar o “núcleo essencial da missão universitária”, garantindo a manutenção do ensino, da pesquisa, da extensão e, prioritariamente, das políticas de permanência estudantil, como o funcionamento do Restaurante Universitário (RU) e da moradia.

Além dos números, o parecer trouxe uma análise de governança fundamentada no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), listando pontos positivos como a qualificação do corpo docente e a transparência dos processos decisórios, mas também apontando fragilidades como a carência de sistemas automatizados e a lentidão em alguns fluxos administrativos.

O conselheiro relatou que a Auditoria Interna (Audin) da UFSC considerou que o relatório de gestão obedeceu aos princípios exigidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), alcançando uma aderência de 87% aos requisitos avaliados.

Em sua conclusão, Madureira afirmou que, diante da análise dos documentos e dos pareceres prévios da Audin e do Conselho de Curadores, manifestou-se “favorável à aprovação da prestação de contas anual”.

Sem votos contrários ou abstenções, o pleno do CUn encerrou o processo validando a gestão financeira de 2025, com aprovação por unanimidade.

Fonte: Notícias UFSC