Graduação presencial tem alta de matrículas, segundo pesquisa
Pelo menos uma em cada três instituições privadas de ensino superior registrou queda maior que 20% na captação de novos alunos em cursos de educação a distância (EAD) no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são de uma pesquisa amostral feita pelo Instituto Semesp e indicam impactos das novas regras da modalidade, que proíbem cursos totalmente online em áreas como Pedagogia, Saúde e Engenharias. Essa é a primeira vez desde 2022, quando o levantamento começou a ser feito, que o índice indica redução.
Nos últimos anos, o crescimento da modalidade foi exponencial, chegando a um aumento de 700% no número de cursos. Em 2025, pela primeira vez, o Brasil passou a ter mais estudantes em educação a distância do que em cursos presenciais de graduação. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), eram 5.189.391 alunos em EAD e 5.037.482 em ensino presencial.
Parte do setor de ensino superior defende o modelo como alternativa para cursos mais baratos – as mensalidades costumam ser abaixo de R$ 100 – e com potencial de atender a uma população que precisa conciliar trabalho e estudo ou que mora em regiões remotas. Por outro lado, as graduações EAD são alvo de questionamentos de especialistas diante da baixa qualidade, a estrutura precária para as classes remotas e do reduzido apoio ao aluno. A abertura de novos cursos foi facilitada pela flexibilização das regras no País em 2017.
Leia na íntegra: Estadão
