Debate integra série de três mesas sobre ciência e carreira docente mediadas pelo Proifes durante a 78ª Reunião Anual da SBPC
O Proifes-Federação realizou, nesta quarta-feira, dia 29, a segunda mesa de conversa promovida pela Federação na ExpoT&C da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Com o tema “Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais”, o debate reuniu o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (CBPF/MCTI), Márcio Portes de Albuquerque, e o presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes.
O vice-presidente do Proifes e mediador da mesa, Flavio Alves da Silva, enfatizou a importância do debate, considerando a experiência dos convidados à frente de órgãos gestores da ciência e da educação no país.
No centro do diálogo, as autoridades discutiram a importância do planejamento estratégico de longo prazo, o financiamento estável da ciência como condição essencial à soberania e à autonomia tecnológica do Brasil e a valorização da carreira docente e da infraestrutura das universidades como políticas de Estado. “Não há futuro para as instituições federais sem financiamento estável e sem valorização de quem nelas trabalha”, destacou o vice-presidente do Proifes.


Para os convidados, superar a política do teto de gastos e do arcabouço fiscal será o grande desafio no longo prazo. Já no curto prazo, será necessário buscar iniciativas dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC).
Renato Janine reconheceu a urgência de investimentos em setores de base do MCTI, como instituições que, segundo ele, “estão à mingua e com demissões já previstas”. No entanto, ele aponta o que chama de “dinheiro novo” como a solução estrutural para o problema, que viria de uma mudança no sistema de cobrança de impostos, com taxas maiores sobre os mais ricos.
“Temos que tributar os mais ricos e isso implica em reestabelecer a progressividade do imposto de renda da pessoa física”, ressaltou, indicando essa como uma ação com capacidade de resolver a falta de recursos para a ciência no Brasil.
Para Flávio Silva, o futuro das universidades federais depende de três compromissos que não se separam: financiamento, condições de trabalho e política de Estado. Ele afirmou que levará adiante o compromisso com a ciência e a educação que o Proifes-Federação trouxe à SBPC.
Proifes na SBPC
O Proifes-Federação é a única entidade representativa dos docentes federais a participar da 78ª Reunião Anual da SBPC. Em um estande na ExpoT&C, a Federação exibe até sábado, dia 1º, projetos desenvolvidos por pesquisadores dos sindicatos filiados. Além disso, mediou três debates sobre ciência e carreira docente, no auditório principal do evento, que está sendo realizado na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no Rio de Janeiro.
Fonte: Proifes-Federação
