Falta de qualificação é obstáculo, mas raiz do problema é cultural, afirmam especialistas, segundo a Folha
Programas de capacitação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM – na sigla em inglês) voltados exclusivamente para o público feminino buscam reverter a baixa presença de mulheres na tecnologia no Brasil.
Elas representam apenas 20,7% nas ocupações de setores nativos tecnológicos no país, segundo um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).
Por outro lado, estão mais presentes em funções com risco de automação e retração no mercado de trabalho, como atendentes de serviços postais, caixas bancários e operadores de caixa.
Para Lídia Michelle, doutoranda em comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), embora haja um déficit na qualificação feminina no setor —mulheres são cerca de 15% nos cursos de graduação em computação no Brasil—, há questões culturais que explicam essa disparidade.
Leia na íntegra: Folha de S. Paulo
