Dados refletem desigualdades estruturais mais amplas na academia, afirma pesquisador, segundo a Folha
Um estudo com 878 artigos retratados de 131 revistas científicas da área médica revelou que os homens são predominantes na autoria das retratações. Os dados saíram em novembro na revista científica PLoS One.
Considerando todas as entradas que correspondiam a um nome de autor (sem considerar indivíduos únicos, que podem ter mais de um paper retratado no período), os homens correspondiam a 76,9% dos autores, enquanto as mulheres eram 23,1%.
Já ao considerar apenas a primeira autoria (geralmente, o primeiro autor é o principal responsável pela elaboração da hipótese, execução da pesquisa e escrita do artigo), os homens assinavam 83,5% de todos os artigos retratados, e as mulheres 16,5%, proporção também semelhante nos artigos em que a última autoria correspondia a homens (87,3% versus 12,7% mulheres).
Autor do estudo diz que não é possível determinar uma causa, mas avalia que esses padrões refletem desigualdades mais amplas na academia.
Leia na íntegra: Folha de S. Paulo
