Maioria das universidades federais conquista notas 4 e 5 no Enamed

Cursos de Medicina da UFSC dos campi Florianópolis e Araranguá receberam notas 4 e 3

Dos 80 cursos de Medicina das universidades federais do Brasil que participaram do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, 70 obtiveram as notas mais altas da avaliação. A maioria alcançou nota 4, enquanto outros 21 tiraram nota 5, o melhor resultado entre os 350 cursos de instituições de educação superior públicas e privadas avaliados. Essa foi a primeira edição do exame, que acontecerá anualmente.

Os dados foram divulgados na segunda-feira, dia 19, pelos Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde. O Enamed é uma modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de Medicina. A prova avalia o desempenho dos alunos concluintes e permite o aproveitamento dos resultados em processos seletivos de programas de residência médica.

Além de 85% dos cursos das federais terem sido avaliados com as duas maiores notas, seis cursos obtiveram nota 3. As notas de 3 a 5 são consideradas satisfatórias pelo MEC. Já os cursos com notas 1 e 2 sofrerão sanções, é o caso de quatro universidades federais e de outras 103 graduações.

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os cursos de Medicina dos campi Florianópolis e Araranguá receberam notas 4 e 3, respectivamente. O curso de Curitibanos não foi avaliado, pois teve início em 2025 e ainda não tem turma de concluintes.

Resultados gerais

Dos 351 cursos de Medicina avaliados no Brasil, 243 (69,4%) alcançaram conceitos de 3 a 5 no Enade. Já os 107 cursos (30,6%) que ficaram nas faixas 1 e 2 obtiveram essas notas porque menos de 60% dos estudantes apresentaram desempenho considerado adequado.

Dos cursos com conceitos 1 e 2, 66 pertencem a instituições privadas com fins lucrativos. Apenas 12 estão em universidades públicas.

Segundo o MEC, essas instituições estão sujeitas a um processo de supervisão, com a aplicação de diferentes medidas cautelares de forma escalonada, conforme o percentual de concluintes considerados proficientes. Quanto maior o risco ou a ameaça ao interesse público e aos estudantes, mais graves serão as medidas adotadas, como a suspensão de ingresso, por exemplo.

O não atingimento da proficiência vem sendo questionado por associações que representam faculdades privadas. Elas alegam divergências entre os dados informados ao sistema em dezembro do ano passado e os números divulgados agora, especialmente em relação ao total de estudantes considerados proficientes nos cursos.

Essa divergência foi reconhecida pelo presidente Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, e teria ocorrido, segundo ele, em um comunicado interno via sistema do MEC, ao qual as faculdades têm acesso para validação das informações. O dado incorreto sobre o número de estudantes que alcançaram a proficiência foi corrigido com base no resultado da prova e não teria sido utilizado para a classificação dos cursos.

Karol Bernardi
Imprensa Apufsc
Com informações do MEC e Agência Brasil