Cientistas avaliaram dados de 41 milhões de publicações, destaca a Folha
O uso de inteligência artificial (IA) aumenta a produção de artigos científicos, melhora índices de citação e acelera o alcance de posições de liderança, indica um estudo publicado no último dia 14 na revista Nature. Mas, ao mesmo tempo, existem desvantagens: a ferramenta pode resultar em uma concentração de trabalhos em determinadas áreas.
O estudo foi feito pelos pesquisadores James Evans, da Universidade de Chicago (Estados Unidos), e Qianyue Hao, Fengli Xu e Yong Li, da Universidade Tsinghua (China). Eles avaliaram dados de 41 milhões de publicações relacionados a seis domínios das ciências da natureza: biologia, química, medicina, física, geologia e ciências materiais. Todos foram publicados a partir de 1980 e originalmente em inglês.
A análise identificou quais artigos reportaram a adoção de IAs em metodologias convencionais e desconsiderou aqueles que propuseram novos métodos de estudo a partir de IAs. O objetivo dessa separação foi dividir estudos que adotaram IA para o avanço científico, o que era o enfoque da pesquisa, de investigações voltadas ao aprimoramento e desenvolvimento de inteligências artificiais.
Dos mais de 41 milhões de estudos compilados, cerca de 310 mil foram realizados com o auxílio de IA. O número pode parecer pequeno, em torno de 0,75% do total, mas os autores observaram que ele cresceu nos últimos anos.
Leia na íntegra: Folha de S. Paulo
