*Por Marcos Baltar
Grande Paulinho da Viola, sábio artista brasileiro!
Gostaria de me dirigir à comunidade ufsquiana, especialmente às minhas colegas professoras e professores.
Então, é certo que houve problemas na gestão do prof. Irineu. Principalmente em relação à manutenção da infraestrutura. Alguns centros abandonados há muitos anos sofreram as consequências disso. A gestão, que iniciou “apagando incêndios”, teve dificuldade em enfrentar esse problema. Houve troca na PU e tudo mais. Mas, é impossível negar que houve muito mais acerto do que erro.
Na maioria das Pró-reitoras obtivemos avanços muito importantes. Fruto de um trabalho conjunto entre colegas pesquisadores, a Propesq e a Propg, conquistamos recentemente o Capes Global. A Prograd, aprimorou o sistema de ingresso, com inúmeros processos seletivos (inclusivos) bem-sucedidos; recordes de chamadas e incremento de matrículas; Feira de Cursos; projeto de controle da evasão. A Proafe, com estrutura ainda singela, também faz um trabalho gigante na implementação das políticas de ações afirmativas e equidade promovidas pela UFSC. Enfim a lista é muito grande de feitos significativos que essa gestão entregou, e trabalhando abaixo de mau tempo.
Mas, lamentavelmente, eu tenho ouvido e lido ataques infames à gestão e a pessoa do reitor que não condizem com a realidade (a UFSC paralela). Mentiras de gente que já esteve ao seu lado e o conhece bem. Isso remete àquela conversa fiada (das pessoas de bem): “eu já votei no Lula, agora não voto mais”.
Não são incautos. Isso é vileza mesmo. Prof. Irineu encontrou a reitoria desorganizada, com pilhas de processos atrasados, colocou tudo em ordem, chegando cedinho, impecável no seu “Fox” prata, despachando até altas horas da noite. Suportou humildemente, sem fazer alarde, trairagem, traição interna, vinda daqueles em quem confiava. Coordenou com maestria o estresse de administrar um orçamento vergonhoso e mesmo assim, com o apoio do CUN e dos diretores de Centro, trouxe a Universidade erguida, em pé, até o final do seu mandato.
Depois da cisão da chapa “Universidade Presente” encontrou um parceiro leal, competente e entusiasmado para seguir por mais quatro anos conduzindo a UFSC Unida para seu desafiador futuro. Sim, porque estamos sendo atacados
diuturnamente pelas forças mais retrógradas da sociedade. E o que vem pela frente em ano de eleição é preocupante. A Universidade pública sempre resistiu e vai continuar resistindo a todos esses ataques e não vai se dobrar para os sistemas neocoloniais que se esforçam para derrotá-la.
Por isso, muito cuidado com esse “discurso mágico” de mudança. Lembram do future-se? Prof. Irineu e prof. Moretti sabem exatamente o que precisam mudar e vão fazer isso objetivamente, seria e serenamente. A bem da verdade, é bom que fique claro, o prof. Irineu é muito respeitado em Brasília e entre seus colegas reitores. Ocupa posição de prestígio na Andifes porque exala honestidade e compromisso com a “Universidade Necessária” para nosso país. Essa é a sua causa. Aliás de muitos de nós e de todos que com ele construíram sua gestão do início ao fim do mandato, sem tergiversar.
Eu convido a todas e a todos a olharem com atenção o programa da chapa 52 UFSC Unida. Como diria nosso genial compositor: “Faça como o velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar”.
Tá legal!
*Marcos Baltar é presidente da Coperve e professor do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas (CCE/UFSC)
Artigo recebido às 10h19 do dia 27 de março de 2026 e publicado às 12h08 do mesmo dia
