Mulheres negras ocupam só 5,8% dos cargos, segundo coluna do Lauro Jardim, no Globo
Quase três anos após a edição do decreto que determinou a reserva de 30% dos cargos de direção para pessoas negras na administração pública federal, as universidades e institutos federais seguem longe da meta. É o que aponta um estudo inédito da Associação Opará, em parceria com a Educafro, que analisou a composição racial de 342 pró-reitorias em 55 instituições federais de ensino.
O levantamento encontrou apenas 57 pró-reitores pretos e pardos — 41 nas universidades e 16 nos institutos federais. Isso representa 16,6% dos cargos, pouco mais da metade do percentual mínimo de 30% previsto no Decreto 11.443/2023.
A desigualdade aparece de forma ainda mais acentuada no recorte regional. Segundo o estudo, nenhuma universidade analisada nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte atingiu a cota estabelecida pelo decreto.
No Sudeste, cinco das onze universidades avaliadas não tinham sequer uma pessoa negra ocupando uma pró-reitoria. Apenas instituições do Nordeste alcançaram índices iguais ou superiores aos 30% em parte da amostra.
Leia na íntegra: O Globo
