Para pesquisadores, o que surpreende é o número de parasitas e as localizações em que foram encontrados
Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encontraram parasitas em 96% dos 53 exemplares do peixe conhecido como bonito-listado analisados em laboratório. Trata-se de um tipo de atum e de uma das cinco espécies mais importantes na produção pesqueira mundial.
Em 58,5% dos peixes analisados na pesquisa, os organismos estavam no tecido muscular, a parte que pode ser consumida. Entre os parasitas identificados estava o Anisakis, associado a infecções e reações alérgicas em humanos.
O número preocupa principalmente porque, em 2022, mais de três milhões de toneladas de bonito-litrado foram comercializados. Isso, afirmam os pesquisadores em estudo publicado na revista Ocean and Coastal Research, destaca a importância de realizar a evisceração o mais rápido possível, evitando assim a migração de parasitas para o tecido muscular do peixe, parte que comemos.
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