Alunos pobres têm aprendizado equivalente a três anos e meio de ensino a menos do que os ricos, aponta Pisa

Na média dos países e economias avaliados, os estudantes mais favorecidos têm 74 pontos a mais em ciências do que os mais pobres na avaliação internacional, destaca o Globo

As notas do Pisa mostram relação direta entre condição socioeconômica e desempenho escolar em todo o mundo. Na média dos países e economias avaliados, os estudantes mais favorecidos têm 74 pontos a mais em Ciências do que os mais pobres — uma diferença equivalente a cerca de três anos e meio de escolaridade. O mesmo padrão aparece em Leitura, com uma distância de 67 pontos, e em Matemática, de 71. Por isso, o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre os resultados do Pisa de 2025 classifica o nível socioeconômico como “um dos preditores mais poderosos e consistentes” do desempenho acadêmico no mundo.

O Pisa divide os alunos em quatro grupos socioeconômicos. No Brasil, a diferença entre os mais ricos e os mais pobres é de 96 pontos, em Ciências. Os estudantes com mais desvantagens tiraram 373 e os mais privilegiados, 469. 

“Entre 2015 e 2025, a diferença no desempenho em Ciências entre os 25% dos estudantes no topo e os 25% dos estudantes na base, em termos de status socioeconômico, aumentou no Brasil, enquanto a diferença média entre os países da OCDE diminuiu. Durante esse período, o desempenho melhorou entre os alunos favorecidos, mas permaneceu estável entre os desfavorecidos”, aponta o relatório da OCDE sobre o país. 

Embora tenha melhorado, esse patamar da elite brasileira foi similar ao desempenho dos jovens mais pobres de países como Turquia (464), Austrália (469) e Finlândia (470) e ficou bem abaixo da província chinesa de Macau (527), do Japão (504) e de Cingapura (508).

Leia na íntegra: O Globo