Relatório investiga fatores que levam professores a trabalhar em mais de uma escola

Além do salário, forma de contratação de professores e distribuição de aulas podem contribuir para o cenário, segundo a Folha

A prevalência de professores que dão aulas em mais de uma escola no Brasil é motivada por uma combinação de fatores que incluem baixas jornadas, quantidade de docentes temporários e problemas nos formatos de atribuição de aulas, aponta relatório de pesquisa da Fundação Carlos Chagas, em parceria com o Lemann Center e a organização D3e, de pesquisa em educação.

No Brasil, na média, 20% dos docentes de educação básica trabalham em ao menos duas escolas. É o pior índice entre 48 sistemas educacionais participantes da Talis, estudo internacional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)  – organização que reúne países ricos e alguns parceiros.

Como comparação, a maioria dos países analisados (71%) na Talis de 2020, citada no relatório – feito com base em evidências produzidas por pesquisas quantitativas e qualitativas –, tem no máximo 5% dos seus docentes dos anos finais do ensino fundamental lecionando em múltiplas escolas. No caso brasileiro, a incidência é ainda maior entre os professores do ensino médio (36%) e dos anos finais do ensino fundamental (34%), passando de 50% em algumas redes estaduais do país.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo