Plano Aeroviário Nacional funciona como uma espécie de mapa de necessidades da aviação brasileira
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou uma nova etapa de atualização do Plano Aeroviário Nacional (PAN), instrumento estratégico que orienta o planejamento da infraestrutura aeroportuária e a definição de prioridades de investimentos no transporte aéreo brasileiro. A iniciativa dá continuidade ao trabalho desenvolvido na versão vigente do plano, o PAN 2022–2052, elaborada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans).
A participação do LabTrans na elaboração do PAN 2022–2052 integra a contribuição técnico-científica da universidade para o planejamento do setor aéreo nacional. O documento reúne projeções de demanda, estudos sobre a rede aeroportuária, análises socioeconômicas e avaliações de empreendimentos e investimentos, fornecendo subsídios para decisões relacionadas ao desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária brasileira.
A nova versão do PAN, prevista para 2026, será alinhada ao Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), lançado pelo governo federal em agosto deste ano. A atualização busca incorporar novas informações e bases de dados, considerando as transformações econômicas, territoriais e operacionais que influenciam a demanda por transporte aéreo no país.
Planejamento estratégico para o futuro da aviação
Entre as novidades previstas para o novo ciclo de planejamento está a atualização das matrizes origem-destino de passageiros e cargas. Essas informações permitem compreender os fluxos de transporte aéreo entre diferentes regiões, identificar tendências de crescimento e avaliar as necessidades futuras da infraestrutura aeroportuária.
O planejamento considera fatores como movimentação de passageiros e cargas, características socioeconômicas dos municípios, infraestrutura existente e projeções de crescimento da demanda. Também são realizadas simulações de cenários para identificar possíveis necessidades de ampliação, modernização ou implantação de aeroportos.
As análises incluem estudos de planejamento de transportes e avaliações socioeconômicas de custo-benefício, que permitem comparar alternativas de investimento e seus potenciais impactos para a sociedade.
Essa abordagem está presente no PAN 2022–2052, desenvolvido com a participação do LabTrans/UFSC, e reforça a importância da produção de conhecimento técnico e científico para apoiar políticas públicas e decisões estratégicas no setor de transportes.
Plano orienta investimentos em infraestrutura aeroportuária
Além de identificar necessidades futuras da aviação civil, o Plano Aeroviário Nacional serve como referência para programas de investimentos do Governo Federal. Um dos exemplos é o programa AmpliAR, que utiliza o planejamento do PAN para identificar aeroportos regionais prioritários, considerando os benefícios sociais e o potencial de ampliação da conectividade aérea.
O plano também contribui para orientar o planejamento da aplicação de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), destinado ao apoio de iniciativas relacionadas ao desenvolvimento e à melhoria da infraestrutura aeroportuária e aeronáutica.
A participação do LabTrans/UFSC no projeto evidencia a contribuição da pesquisa e extensão universitária para a construção de instrumentos técnicos que subsidiam o desenvolvimento da aviação civil brasileira bem como oportuniza a formação de mão de obra qualificada para o mercado de aviação civil brasileira.
Fonte: Notícias da UFSC
