*Por Antônio Carlos de Souza e Dilvo Ristoff
A defesa dos interesses do corpo docente precisa ser construída pelos próprios professores. Ela não pode ser delegada a pequenos grupos nem subordinada a estruturas distantes da realidade, das necessidades, das preocupações e das aspirações da comunidade acadêmica.
Por isso, o sindicato deve ser um espaço de acolhimento, participação e representação efetiva. Deve ser a casa dos professores, um ambiente de convivência, diálogo e construção coletiva das pautas que refletem os interesses comuns da categoria. Quando as decisões são tomadas sem conexão com a realidade cotidiana dos docentes, o resultado é a fragmentação e o enfraquecimento da nossa capacidade de mobilização. É na união, no debate democrático e no respaldo da maioria dos professores que encontramos força para defender nossos direitos e avançar em nossas conquistas.
A Apufsc possui uma trajetória marcada por importantes realizações que contribuíram não apenas para os docentes da UFSC, mas também para o movimento sindical docente em âmbito nacional. Nessa história, merece destaque o professor Osvaldo de Oliveira Maciel, fundador da entidade e presidente da Apufsc entre 1979 e 1982. Além disso, foi o primeiro presidente da Andes-SN, exercendo seu mandato entre 1981 e 1982, deixando uma contribuição significativa para a organização dos docentes brasileiros.
Outro marco fundamental foi a conquista da Carta Sindical pela Apufsc, em 18 de agosto de 2011, tornando-se o primeiro sindicato docente a alcançar essa condição. Essa conquista consolidou a independência e a autonomia da entidade em um contexto no qual o modelo centralizado da Andes já demonstrava limitações e crescente distanciamento das demandas específicas das bases locais. Diante desse cenário, e também das transformações provocadas pela legislação trabalhista, diversas associações decidiram fortalecer sua capacidade de representação direta, recuperando o protagonismo na defesa dos interesses de seus associados e reafirmando sua autonomia de atuação.
É importante lembrar que os professores que lideraram essa trajetória de independência e autonomia da Apufsc, transformando-a de uma subseção sindical em um sindicato autônomo, estão hoje reunidos na Chapa 2. Trata-se de um grupo comprometido com um sindicato próximo dos professores, atento às suas demandas e disposto a construir pautas legitimadas pela participação dos associados – um sindicato que atua em defesa do bem-estar e dos interesses da comunidade docente como um todo.
A Chapa 2 é formada por professores com diferentes experiências e visões, unidos pelo compromisso de preservar a autonomia da entidade, livre de interferências partidárias ou ideológicas. Defende, acima de tudo, o respeito ao pluralismo, à liberdade de expressão e à convivência democrática entre diferentes opiniões.
Nesta eleição, a escolha é clara: Precisamos decidir se queremos continuar a ser um Sindicato onde os professores da UFSC têm voz, protagonismo, poder de decisão e respondem pelo seu futuro ou se queremos voltar a ser uma subsecção sindical de uma burocracia nacional distante, alheia às particularidades e necessidades da nossa comunidade acadêmica.
A escolha é sua. A Chapa 2 representa a defesa da autonomia, da independência e do protagonismo dos professores da UFSC.
*Antonio Carlos de Souza e Dilvo Ristoff são docentes aposentados do Centro de Comunicação e Expressão (CCE)
Artigo recebido às 16h31 do dia 29 de outubro de 2026 e publicado às 17h do mesmo dia
