“Vivemos um ataque ao conhecimento”, diz reitora da UFCSPA em entrevista

Lucia Campos Pellanda é reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – que atende a população na Santa Casa de Misericórdia, no Grupo Hospitalar Conceição, no Instituto de Cardiologia e no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas

 

Lucia Campos Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), afirma que nunca imaginou que precisaria defender a universidade dessa forma, em entrevista publicada nesta segunda-feira (17) pelo portal de notícias Sul 21.

“Acho que faz parte de um movimento que começou já há algum tempo no mundo, é global, de anti-intelectualismo e anti-conhecimento. Hoje, séculos de descobertas científicas têm sido equiparados à opinião de alguém”, explica ao falar sobre o contexto em que se viu envolvida nos últimos meses.

Especialista em Pediatria e doutora em Cardiologia, Lucia Pellanda é professora da UFCSPA desde 2004 e reitora da universidade desde 2017, com mandato até 2021. Atualmente, é a única instituição de ensino federal especializada em ciências da Saúde, contando com 5.340 alunos em 16 cursos de graduação e de pós-graduação. Professores e alunos prestam atendimento à população em diversos locais de Porto Alegre, como a Santa Casa de Misericórdia, o Grupo Hospitalar Conceição, o Instituto de Cardiologia e o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas.

Pellanda diz que, para ela, parecia óbvio o impacto positivo que as universidades têm na sociedade, o que faz com que o cenário atual também seja uma lição sobre a necessidade de as instituições aprimorarem o diálogo com a população. “Eu acho que a gente tem que aprender a dialogar com a sociedade. São coisas que, nas últimas décadas, a gente vem melhorando muito, mas agora sentimos a necessidade de melhorar mais ainda, de fazer realmente um diálogo franco com a sociedade. A gente tem que melhorar a divulgação do que se faz aqui com uma linguagem que seja mais acessível para as pessoas entenderem a importância dos projetos de pesquisa, dos projetos nas comunidades, projetos de extensão”, diz.

Leia a entrevista na íntegra aqui.


C.G./L.L.