Corte de verbas ameaça pesquisa de arqueólogos da UFMG que descobriram tumba no Egito

Crise na Fapemig e no CNPq impede o retorno dos cientistas ao país estrangeiro

 

A pesquisa do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que descobriu uma tumba inexplorada no Egito pode ser paralisada devido à falta de verbas, resultado do corte na educação por parte do governo, informa o G1.

 

O projeto havia conseguido uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) para três anos de estudos. Porém, segundo o professor José Roberto Pellini, o dinheiro não apareceu.

 

“Dois dos nossos alunos tinham bolsa da Fapemig também, mas estão trabalhando sem ela. Sem o dinheiro, não há como bancar passagens, hospedagem e alimentação. Pode mesmo inviabilizar a pesquisa”, disse Pellini. Além disso, segundo ele, uma série de reconstruções em 3D, projetos de realidade aumentada e novas tecnologias ligadas ao projeto podem não acontecer.

 

A Fapemig suspendeu parte dos recursos em fevereiro por causa da crise financeira do estado. Só a UFMG perdeu R$ 2,5 milhões destinados a bolsas de iniciação científica e cerca de R$ 13 milhões para projetos liderados por professores.

 

Outra questão envolve o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto foi considerado não prioritário pela entidade.

 

“Acreditamos que seja por falta de verba. A pesquisa estava estimada em R$ 119 mil e eles recomendaram que o valor fosse reduzido para R$ 60 mil. Mas este dinheiro não vai mais sair”, contou o pesquisador.

 

O CNPq  anunciou, no dia 15 de agosto, que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia também admitiu que há risco de que as bolsas fiquem sem pagamento a partir de setembro.

 

Pesquisa

 

tumba encontrada pela expedição, que reúne seis professores e dois alunos da UFMG fica na cidade de Luxor, no Egito. O espaço foi encontrado abaixo da Tebana 123, mausoléu que já estava sendo estudado pelo grupo.

 

“Foi uma surpresa. Essa nova tumba foi construída 600 anos depois da que a gente estava explorando. A gente desconfia que ela pertença ao chamado Terceiro Período Intermediário, ainda época dos faraós, mas um período mais simples”, disse o professor Pellini na época da descoberta.

 

Sete indivíduos mumificados foram encontrados no local em cestos de vime. Os arqueólogos acreditam que todos sejam da mesma família.

 

Leia mais sobre a tumba encontrada pelos pesquisadores neste link.

 

Confira: Portal G1


D.K/L.L.

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