Estágios a distância comprometem a formação prática de universitários

Portaria do MEC libera atividades remotas e deixa faculdade decidir como isso será feito

Desde a transição para o ensino remoto até a suspensão total de atividades, os impactos da Covid-19 nas universidades vão além das aulas teóricas. Cursos que exigem a realização de estágio obrigatório, como os da área da saúde, enfrentam dificuldades de adaptação.

Uma portaria do MEC (Ministério da Educação), de 16 de junho, permite a realização de estágios remotos. O órgão não orienta, porém, sobre quais atividades podem substituir a prática presencial, deixando a decisão a critério das universidades.

Segundo o MEC, a medida exclui os quintos e sextos anos de estágio em medicina, que ainda devem ser feitos presencialmente.

A permissão de práticas remotas para graduações na área da saúde foi contestada pelo CNS (Conselho Nacional de Saúde), que emitiu, no dia 1º de julho, uma recomendação ao MEC para que as atividades a distância não sejam consideradas.

“Uma formação inadequada prejudica os estudantes e coloca em risco a sociedade como um todo”, diz a nota de recomendação do conselho.

Os professores se sensibilizaram com a situação dos estudantes, que podem ter a formatura atrasada. “É um esforço de olhar para este momento com outros olhos e procurar fazer com que esse aluno não seja penalizado pela situação”, diz a coordenadora da graduação em serviço social da PUC-SP, Elizabeth de Melo Rico.

Veja o texto na íntegra: Folha de S. Paulo


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