Quatro meses e meio

Por Nestor Roqueiro*

Quatro meses e meio!!!…O CR esta de sacanagem.

Em 29 de Outubro do ano passado com o Professor Casarotto escrevemos um artigo mostrando as perdas salariais por causa da inflação ate aquele momento, hoje são muito maiores. Ja se passaram quatro meses e meio! Eu pedi para que o tema das perdas salariais fosse tratado pelo Conselho de Representantes para poder iniciar as mobilizações pertinentes a um tema tão preocupante e ate agora … nada, absolutamente nada, o que evidencia os reais interesses de muitos conselheiros, interesses  que nada tem a ver com lutas sindicais em prol da categoria. Foi gasto, mais do que gasto desperdiçado, valioso tempo com um tema que no melhor dos casos é inócuo e no pior é uma plântula de cizânia. O racha entre andes e proifes (ambos com minúsculas). Que passaram todo este governo de terra arrasada olhando a paisagem. Ambos.

Como se isto não fosse pouco, em tempos de obscurantismo onde a vontade da comunidade universitária é frequentemente desconsiderada, temos uma consulta informal para a reitoria da UFSC conduzida da pior forma possível por todos os agentes a exceção da presidência em manifestação exemplar no CUn e dos representantes da Apufsc na Comeleufsc.

Para fechar com chave de ouro temos os ataques à diretoria do Sindicato com claros interesses eleitoreiros, sem a mínima preocupação com os anseios do movimento docente, do qual conserva o nome e tenho minhas duvidas se ainda tem condições de se movimentar de alguma forma, tamanha a desorganização.

Ja vi de tudo no CR nestes poucos meses em que estou participando, menos um debate por salários. Muito menos qualquer ação no sentido de reivindicar uma reposição que já passou de ser urgente.

Nem andes nem proifes dão a mínima para a situação dos docentes, muito menos o reitor e  candidates a.

É hora da classe acordar e dar um chute na bunda dos seus representantes no CR, nos candidates à reitoria e em todos aqueles representantes e autoridades que não se empenhem em melhorar as condições de trabalho dos professores. E quem não der o tal chute vai levar um.    

Professor do Departamento de Automação e Sistemas

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