Cotista tem nota de corte maior que não cotista em 25% dos cursos do Sisu

Situação atinge 5% das vagas de cotas, aponta levantamento da Folha; MEC diz que concorrer por ação afirmativa é opcional

Criado para garantir o acesso de grupos historicamente sub-representados nas universidades, o sistema de cotas, da forma como é implementado, pode dificultar o ingresso de alunos que têm direito a elas em 1.551 graduações do país.

Folha chegou ao número após uma análise das notas de corte de 6.146 cursos presentes no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), do Ministério da Educação, do primeiro semestre de 2022. Eles são ofertados por universidades públicas e institutos federais de todo o país.

Neles, a nota mínima no Enem necessária para a aprovação é mais alta para cotistas de determinados grupos do que para candidatos inscritos no sistema de ampla concorrência, como estudantes de escola particular.

A situação ocorre em 25,3% do total de graduações do Sisu, em uma ou mais “subcotas”. No total, o número de vagas afetadas é de 6.014, o que corresponde a uma parcela minoritária (5,2%) das reservadas a ações afirmativas.

Desde 2019, ano com dados mais antigos disponibilizados pelo MEC, 26.892 vagas de cotistas tiveram essa característica.

Leia na íntegra: Folha de S.Paulo

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