Representantes da Reitoria e de centros de ensino da UFSC se reúnem com equipe da Delegacia de Repressão ao Racismo e Delitos de Intolerância

O delegado informou que, apesar dos estudantes presos se relacionarem em uma rede, não há indícios de que esse grupo tenha maior capilaridade na universidade, nem que haja risco de ações deste grupo na instituição

Na última sexta-feira, dia 18, representantes do Gabinete da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de centros de ensino se reuniram com o delegado Arthur Lopes, responsável pela Delegacia de Repressão ao Racismo e Delitos de Intolerância (DRRDI), que realizou a operação que levou à prisão de estudantes da universidade por nazismo, conforme reportagem do Fantástico.

O objetivo da reunião foi buscar informações para repassar à comunidade universitária sobre o andamento das investigações. Segundo o delegado, a investigação não envolve a UFSC e não partiu da instituição. As prisões se deram porque o grupo estava envolvido em ações potencialmente criminosas, mas nenhuma conduta foi cometida no âmbito da instituição, informou a delegacia.

Por serem estudantes da UFSC, assim que a notícia das prisões foi veiculada pela imprensa, o Gabinete da Reitoria e a Secretaria de Segurança Institucional (SSI) passaram a colaborar com as investigações. 

Lopes informou que, apesar dos estudantes presos se relacionarem em uma rede, não há indícios de que esse grupo tenha maior capilaridade na universidade, nem que haja risco de ações deste grupo na instituição. Os quatro estudantes permanecem presos e o inquérito corre em sigilo. Após a conclusão do inquérito policial, com a respectiva individualização da conduta de cada um, a UFSC tomará as providências cabíveis.

Representantes do Gabinete da Reitoria e de centros de ensino se reuniram com o delegado Arthur Lopes (Foto: UFSC/Divulgação)

Manifestações nazistas na universidade 

Em relação aos casos de inscrições racistas e nazistas nos banheiros da UFSC, foi registrado boletim de ocorrência e a DRRDI comunicada, já que as inscrições ocorreram poucos dias após as prisões, e o conteúdo remete a temas correlatos. A UFSC informa que o SSI e a Delegacia estão em constante contato para adequada apuração e produção de provas, mapeando casos suspeitos e analisando as possíveis relações entre as situações. No entanto, até o momento não há indícios de vinculação entre os casos. 

No dia 9 de novembro, a polícia científica realizou perícia nos locais com inscrições para auxiliar na identificação dos responsáveis. Também nestes casos, quando concluído o inquérito policial e identificados os responsáveis por cada ato, medidas cabíveis serão adotadas pela UFSC. 

Aqueles que tiverem informações de situações suspeitas de atos racistas ou nazistas devem denunciar por meio dos canais da Ouvidoria da UFSC, disponíveis em ouvidoria.ufsc.br.

Fonte: Notícias UFSC