Celulares nas escolas: o que dizem especialistas sobre a proibição anunciada pelo MEC

Pesquisadores ouvidos por Carta Capital reconhecem as boas intenções da proposta, mas destacam os desafios

A proibição de celulares nas salas de aula deve ser levada para discussão no Congresso neste mês de outubro pelo Ministério da Educação, via projeto de lei. A pasta trabalha na finalização do texto que
prevê banir o uso dos dispositivos por estudantes de escolas públicas e privadas.

O projeto se apoia em recomendações de organizações que têm se preocupado com o uso excessivo de telas. Em julho, a Unesco pediu o banimento dos celulares nas escolas em todo o mundo, já que o uso desenfreado dos aparelhos tem prejudicado a aprendizagem dos estudantes. O órgão pediu que países considerem, cuidadosamente, o uso dos smartphones nas escolas e reforçou que, no âmbito da tecnologia na educação, deve prevalecer uma ‘visão centrada no ser humano’.

O educador e cientista político, Daniel Cara, não tem dúvidas de que o uso excessivo dos celulares prejudica a aprendizagem, mas vê dificuldades práticas para a implementação. Uma delas, de ordem estrutural. “Você não pode deixar os celulares guardados na secretaria da escola, porque isso vai gerar uma enorme atração patrimonial para assaltos. Vamos imaginar uma escola de ensino fundamental de 200 alunos, considerada pequena, se cada aluno tiver um aparelho, estamos falando de, no mínimo, 200 mil reais de patrimônio, não é tão simples assim”, adverte o pesquisador.

Leia na íntegra: Carta Capital