A atual reitoria sempre alegou que era necessário demolir a sede histórica da Apufsc, considerando que os blocos modulados do CFM estavam condenados e precisavam vir abaixo. A justificativa era que o edifício da Apufsc não resistiria aos impactos da demolição no seu entorno. Nós sempre afirmamos o contrário, inclusive com laudo técnico.
Vejam as fotos abaixo. Visitem a área e poderão ver que a edificação da Apufsc continua intacta, mesmo depois de as máquinas literalmente “arrancarem as grades das janelas”. Demolir foi uma escolha política, e botar o prédio abaixo nos parece ter virado um troféu.
Após a demolição, que custou cerca de R$ 3,5 milhões aos cofres públicos, no terreno haverá um grande “boulevard”. Convenhamos, pouco essencial a uma universidade que cai aos pedaços e cuja presença diária de pessoas no campus é, infelizmente, cada vez menor.
De todo modo, reconhecendo a força da “caneta do reitor”, o sindicato teve que obedecer e sair do local. Para tanto, conduziu um processo democrático, transparente e tenazmente negociado, pois tínhamos que mudar imediatamente de lugar (sede provisória) e lutar para ter/construir uma sede definitiva dentro do campus — o que foi dificultado o tempo todo. O custo político, histórico-cultural e financeiro é elevado.
Vida que segue, mas esse episódio marca negativamente o ano do cinquentenário da Apufsc-Sindical, evidenciando a falta de respeito com a nossa história, materializada em um singelo edifício que abrigou lutadores e lutadoras da universidade pública e pela democracia do país.




Diretoria da Apufsc
