Imoral e inconstitucional, diz secretária do MEC sobre fim das cotas raciais em SC

Ação contra a norma chegou ao STF; ministério prevê atuar “com prudência”, sem confronto, aponta a Folha

O fim das cotas raciais em universidades de Santa Catarina é “antiético, imoral e inconstitucional”, avalia Zara Figueiredo, secretária de diversidade e inclusão do Ministério da Educação (MEC). A lei proibindo a política afirmativa no estado foi sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL) na quinta-feira, dia 22.

Zara, que também comanda as ações de educação continuada e alfabetização de jovens e adultos na gestão Lula (PT), diz não haver justificativa plausível para uma decisão contra a reserva de vagas para negros. Para ela, a medida é puramente ideológica e eleitoreira. “As cotas mudam realidades. Todos os estudos apontam para isso.”

Ações afirmativas baseadas no critério racial, argumenta ela à Folha, já foram inclusive julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e defendidas pela corte.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo