Nota da Diretoria: As agressões à Apufsc continuam

Em mais uma nota desrespeitosa, a diretoria do sindicato dos técnicos mostra sua escassa capacidade política em aceitar a autonomia da Apufsc e, em particular, de nossa posição favorável à votação remota (on-line) na consulta informal à Reitoria feita pela Comeleufsc, a qual não exclui ou inviabiliza eleitores de votarem. Sobre isso, nada dizem, tergiversam, distorcem fatos, fazem ilações e acusações infundadas.

O título da última nota, “Tentativa de interferência na Comeleufsc por parte da Direção da Apufsc”, já mostra a maldosa intenção de nos atacar e esconder o real problema: excluir eleitores da votação.

Nosso sindicato é membro da Comissão, inclusive a preside, e por óbvio nela intervimos com propostas. O que nela não fazemos é desrespeitar as outras entidades e muito menos dar golpe contra o Regimento (o qual exige consenso), como no caso da definição não consensuada sobre a votação ser presencial ou do envio de pedido de urnas eletrônicas ao TRE. A negativa inicial do Tribunal foi escondida da Apufsc e membros da Comissão induziram o reitor a intervir no processo da consulta a favor de algo que não há consenso. Práticas condenáveis, de falsidade e de intervenção indevida no processo.

A falta de consenso sobre a forma de votação persiste. E o edital que regula o processo de consulta não contou com a anuência da Apufsc. As outras três entidades, com apoio da reitoria, têm agido sempre rapidamente para validar atos de parte da Comeleufsc, mesmo sabendo da exclusão de mais de 1.500 eleitores. Essa pressa em dar ar de normalidade também forçou as candidaturas a inscreverem suas chapas, “legitimando” o edital.

Publicaram lista de votantes repleta problemas: nomes que faltam, mesmo eleitor em duas categorias, dados confidenciais de estudantes com nomes de registros e nomes sociais. Uma irresponsabilidade! A pressa parece sinalizar que querem o voto presencial a todo custo para que apenas militantes votem.

O posicionamento da Diretoria da Apufsc é balizado por decisões unanimes do nosso Conselho de Representantes (CR). Isso inclui solicitar a opinião dos candidatos sobre a mudança no calendário eleitoral e sobre a forma de votação, e aos conselheiros do CUn que apoiem a autoconvocação do Conselho. Não tem nada de ilegítimo ou irregular nisso.

O CUn é, em última instância, o responsável pelo que acontece na UFSC. Foi ele quem aprovou a realização da consulta informal e a delegou às entidades. Solicitamos aos conselheiros que analisem os problemas e aconselhem as entidades de como resolvê-los.

Nosso CR também aprovou o envio de uma carta ao MEC, informado sobre o que está acontecendo, que julgamos ser um processo eleitoral excludente, autoritário e marcado pela pessoalidade. Não solicitamos nada do Ministério.

No mais, a nota é um repetir de adjetivos, slogans e argumentos inconsistentes que tenta jogar TAEs contra docentes, fragilizando o processo da consulta e inclusive desrespeitando a capacidade de discernimento dos membros do CUn e seu papel institucional ao afirmarem que, em sendo o Conselho composto majoritariamente por docentes (70/30), agiria contra a consulta paritária e a posição dos TAEs. Pasmem, é o mesmo Conselho que anteriormente votou a realização da consulta. O delírio é grande.

Diante de graves problemas, a omissão do Conselho Universitário pode macular ainda mais essa consulta informal e o filtro que ela exerce na hora da inscrição da chapa vencedora que dela sair. As correções e aperfeiçoamentos favorecem o reconhecimento e a legitimidade tanto da consulta quanto da eleição no CUn. Melhor corrigir antes do que pagarmos um elevado preço institucional com uma eleição capenga.