Segundo especialistas, os setores em que o país atingiu excelência global tiveram mestres e doutores dedicados por décadas, aponta o Valor
O Brasil alcançou a marca de 10 milhões de estudantes no ensino superior em 2024, 2,4 milhões a mais do que em 2012, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Mas o aumento de alunos nas faculdades não trouxe um salto nas atividades de pesquisa acadêmica. O número de títulos de mestrado concedidos, ao ano, no país caiu 0,5% entre 2023 e 2024, de 66,2 mil para 65,9 mil; enquanto a quantidade de diplomas de doutorado mostrou ligeira evolução, passando de 25,1 mil para 25,9 mil, no mesmo intervalo.
Especialistas defendem que setores de ponta no Brasil, como a exploração de petróleo em águas profundas, mantida pela Petrobras; e a aviação, caso da Embraer, atingiram excelência global porque tiveram mestres e doutores pesquisando essas áreas durante décadas.
Segundo Maria Ligia Barbosa, coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Educação Superior (Lapes), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a parcela de universidades realmente dedicadas a pesquisa chegam a cerca de 5% do total de instituições, abarcando 16% das matrículas. “De acordo com o Inep, em 2019, apenas 6,5% dos docentes no ensino superior tinham alguma bolsa de pesquisa”, aponta.
Leia na íntegra: Valor Econômico
