Miriam Pilar Grossi teve papel fundamental na consolidação do Instituto de Estudos de Gênero na UFSC
A professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Miriam Pilar Grossi, foi homenageada por sua trajetória e atuação acadêmica durante a entrega do 2º Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para celebrar o protagonismo feminino na pesquisa brasileira.
A homenagem ocorreu na quinta-feira, dia 5, em Brasília, sem que a pesquisadora, professora aposentada, soubesse que ia recebê-la. A menção a ela, chamada para discursar, foi por sua contribuição à equidade de gênero e diversidade na ciência e atuação na consolidação do programa “Mulheres e Ciência” do CNPq.
“Quando começamos a trabalhar com as questões de gênero, feminismos e sexualidades nos anos 1980 nas universidades brasileiras, este ainda era um campo visto com desconfiança e muitas vezes desqualificado com ironias e alguma violência”, disse a professora, que na UFSC teve papel fundamental na consolidação do Instituto de Estudos de Gênero (IEG).
“Foi preciso persistência, diálogo, produção científica de ponta e, sobretudo, muita solidariedade entre professoras, servidoras e estudantes para abrir espaços institucionais, criar grupos de pesquisa, programas de pós-graduação e redes de colaboração que hoje são referência no Brasil e também internacionalmente”, disse.
A professora foi a coordenadora da comissão julgadora do Prêmio realizado em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Ministério das Mulheres, o British Council Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.
O prêmio recebido por Miriam foi um reconhecimento da comunidade científica brasileira à trajetória da pesquisadora. “Guardarei esta homenagem, inesperada, com muito carinho. Ela me lembra que vale a pena continuar pesquisando, ensinando, formando novas gerações e acreditando que o conhecimento pode ser uma força poderosa na transformação social”, disse.
A pesquisadora ainda foi celebrada pela defesa das ciências humanas e sociais, inclusive em governos marcado por períodos de negacionismo científico. “Receber este reconhecimento do CNPq durante a celebração da excelência das cientistas brasileiras é também um sinal importante de nossa principal agência de financiamento, no compromisso com politicas públicas para o campo dos estudos de gênero”.
Fonte: Notícias da UFSC
