Escola não é clínica, mas não pode piorar fatores que impactam saúde mental de alunos, diz especialista

Para Sue Roffey, referência em bem-estar educacional, debater misoginia e outras questões que geram angústias mostra aos alunos que não estão sozinhos, destaca a Folha

A preocupação com a saúde mental de estudantes não é nova na educação e foi intensificada pelo isolamento da pandemia. Mas, para a pesquisadora britânica Sue Roffey, referência internacional no estudo da relação entre o aprendizado e o bem-estar escolar, falta preparar os educadores para manter relações positivas com os alunos e lidar bem com comportamentos desafiadores.

“Incluir isso na formação docente no Brasil seria um excelente começo”, afirma, destacando que criar espaço para a dimensão socioemocional não depende de professores isolados, mas de uma abordagem de toda a escola.

Aos 78 anos, a psicóloga educacional é professora honorária da University College London, fellow da Sociedade Britânica de Psicologia e integra o grupo de especialistas sobre a infância da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, (OCDE) que reúne mais de 30 países. Ela defende a proibição dos celulares em sala e o veto às redes sociais para menores de 16 anos.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo