Proifes trata do cenário político brasileiro, faz defesa da democracia e da autonomia sindical na Internacional de Educação

Encontro ocorreu na Costa Rica e reuniu representantes de 22 países

Na última segunda e terça-feira, dias 20 e 21, o Proifes-Federação participou da Reunião do Comitê Regional e Conselho de Presidências e de Secretarias Gerais, organizado pela Internacional de La Educacion América Latina (IEAL). O encontro reuniu representantes de 22 países e ocorreu em San José, na Costa Rica. Durante os dois dias de evento foram estabelecidos grupos de trabalho, que debateram e apresentaram propostas em quatro eixos temáticos: Defesa da Democracia, Liberdade Sindical, Movimento Pedagógico Latinoamericano e Resposta Sindical à Violência no Setor da Educação.

O vice-presidente do Proifes-Federação, Flávio Silva, esteve presente na Reunião, colaborando em discussões sobre a conjuntura brasileira em 2026, ano em que será realizada a eleição geral, em um cenário marcado por tensões e disputas políticas e o Poder Judiciário no centro de uma crise institucional.

Flávio defendeu que os países da América Latina precisam de mais investimento social. (Foto: IEAL/Divulgação)

Em discurso pontual, Flávio reforçou a necessidade de união em tempos que considera como desafiadores: “A escalada de conflitos, o avanço do autoritarismo e o aumento das desigualdades colocam em risco direitos fundamentais e o futuro do nosso país”, pontuou.

“Defendemos a educação pública como pilar essencial para a justiça social, defendemos a paz como caminho para o desenvolvimento, defendemos a soberania e a democracia como princípios inegociáveis. Não aceitaremos que a resposta para as crises seja a militarização da vida”, disse Flávio, reafirmando o papel da educação no enfrentamento dos desafios que se avizinham. 

Ele concluiu ressaltando que os países da América Latina precisam de mais investimento social em educação, saúde e trabalho digno e inclusivo. “É hora de escolher: ou fortalecemos o bem estar coletivo ou aprofundamos as desigualdades, e nós escolhemos lutar por um futuro mais justo, mais democrático e mais humano para todos e todas”.

Fonte: Proifes-Federação