Ação coloca a UFSC como instituição pioneira e de referência na divulgação da matemática
Um novo espaço para capacitar estudantes e professores para as Olimpíadas de Matemática (Obmep) consolida o campus de Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) como uma instituição pioneira e de referência na divulgação e preparação para uma das ciências mais antigas da história. A Sala das Olimpíadas de Matemática (Soma) ganhou um espaço de 70 metros quadrados recém inaugurada, com computadores e recursos didáticos para a preparação de aulas presenciais e virtuais para crianças e jovens de todo o país.
Com coordenação dos professores Felipe Vieira e Louise Reips, o projeto teve início há 12 anos, com escolas da região sendo convidadas para frequentarem a UFSC para resolverem problemas olímpicos como uma forma de prepará-las para as competições. Só em 2025 foram mais de 1 mil crianças participantes em diversas escolas de Blumenau e região. As olimpíadas têm como características o estímulo ao raciocínio lógico, criatividade e resolução de problemas.
A proposta da Soma é agir nas duas frentes: sensibilizando estudantes e professores para a prática. No caso dos professores, além de prepararem aqueles que já estão em sala de aula, também participam bolsistas de licenciatura que atuam diretamente na preparação para as competições.
“A matemática é linda, o problema é a maneira como a gente passa. A gente percebe que aquelas crianças que realmente participam, que gostam, que têm interesse, são aquelas que geralmente têm bons professores, boas professoras, que não usam do medo na hora de ensinar matemática”, explica Louise.
Na UFSC Blumenau, o projeto cresceu com a implantação de um pólo do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC), da Obmep, que remunera alunos premiados para darem sequência à sua formação na matemática. Dois anos depois, o primeiro espaço físico foi criado, com cerca de 20 metros quadrados.
Foi no pós-pandemia que o projeto foi redimensionado. O professor Felipe também se tornou coordenador de um polo de iniciação científica, e o número de estudantes bolsistas envolvidos chegou a 30. O espaço havia ficado ainda menor para comportar atividades que envolviam tantos acadêmicos na formação de crianças e jovens para um projeto capaz de realizar sonhos.
Prêmios
Os estudantes que participam do projeto têm um histórico de conquistas, como Medalhas e Menções Honrosas nas competições. Em alguns casos, como na cidade de Massaranduba, a penetração do projeto possibilitou que grupos da cidade tivessem desempenho acima da média nacional. São medalhas de ouro, bronze e menções honrosas que indicam o sucesso dos planos da Soma. Na mesma cidade, estudantes e professores de Matemática da UFSC Blumenau participam da elaboração e da correção das provas da Olimpíada de Matemática local.
Os alunos que se destacam nas Olimpíadas também podem realizar sonhos, como o ingresso facilitado nas universidades, além de ganhar viagens para eventos de imersão matemática. Já para os acadêmicos que coordenam a preparação, o projeto oferece livros e materiais didáticos, além da remuneração da Capes em parceria com o Instituto de Matemática.
O projeto já teve um aluno de Pomerode, multimedalhista, que chegou a participar da seletiva para as equipes que representam o Brasil em Olimpíadas Internacionais de Matemática. “O projeto dá acesso não só à matemática, mas também a esse tipo de premiação, esse tipo de atividade, essas experiências que quem participa pode viver”, comenta Felipe.
Como participar
Se você é estudante iniciante e tem interesse em se destacar nas Olimpíadas de Matemática, a Soma oferece treinamentos de base para impulsionar crianças e jovens e dar a eles a chance de participarem das competições. Esse contato inicial, geralmente, ocorre por meio das escolas. A UFSC convida instituições da região ou recebe grupos de alunos no campus para resolver problemas olímpicos – desde alunos de 3º e 4º anos do fundamental até o ensino médio.
Escolas da região também podem contactar a equipe da Soma para projetos de treinamento dos alunos e capacitação de professores. O projeto já desenvolveu parcerias formais, por meio de editais, em que escolas se inscrevem para receberem atividades relacionadas às Olimpíadas. O laboratório também responde ao contato direto das instituições interessadas em participarem.
A Soma também oferece cursos de formação a professores da rede pública, com possibilidade inclusive de oferta de bolsas para os participantes. Já alunos da própria UFSC podem participar como instrutores e bolsistas, prioritariamente da Licenciatura em Matemática, mas também de Engenharias e Química, com remuneração e experiência prática de docência.
Fonte: Notícias da UFSC
