Ligia Bahia é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
A Justiça negou um pedido de reparação de danos morais feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) contra a médica Ligia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por críticas à conduta da direção da entidade durante a pandemia de covid-19.
Em decisão do dia 2 de julho, o juiz federal Jose Carlos Motta, da 19ª Vara Cível Federal de São Paulo, julgou improcedentes os pedidos do CFM e afirmou que “a liberdade de expressão constitui fundamento do Estado Democrático de Direito e condição para o florescimento do debate público, da ciência e do escrutínio das instituições”.
O CFM processou Ligia em agosto de 2024 por declarações da professora em uma entrevista ao programa Em Detalhes, do Instituto Conhecimento Liberta. Segundo o conselho, Ligia teria proferido “críticas infundadas e ofensivas”, “com a intenção de desinformar e atingir a honra e a imagem/credibilidade do CFM e do seu corpo conselhal”.
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