Cientistas de EUA e Canadá têm mais estudos publicados em duas das principais revistas do mundo

Análise indica viés considerável na Science e na Science Advances, favorecendo também instituições consagradas, destaca a Folha

O processo que seleciona a publicação de pesquisas em dois dos periódicos científicos mais importantes do mundo é afetado por uma série de vieses relevantes, facilitando a vida dos cientistas que já trabalham nas instituições de mais prestígio, dos que vivem na América do Norte e, em menor grau, dos que são homens.

Todos esses grupos conseguiram emplacar seus estudos com mais frequência do que os demais nas páginas das revistas Science e Science Advances entre 2015 e 2020, afirma uma análise que saiu no último dia 15 nas páginas da própria Science Advances.

Essas vantagens competitivas, as quais, em princípio, não têm relação nenhuma com a qualidade dos estudos em si, são vistas como notórias há muito tempo cientistas que não contam com elas (como pesquisadores do Brasil, por exemplo). Mas é a primeira vez que tais efeitos são quantificados em periódicos acadêmicos com o porte da Science.

Coordenado por Aaron Clauset, do Instituto Santa Fe e da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, o trabalho teve como base um banco de dados com mais de 110 mil manuscritos (ou seja, o texto “bruto” detalhando uma pesquisa) que foram submetidos às revistas nesse período. A análise dos dois periódicos é importante por eles serem considerados “de interesse geral”, publicando trabalhos de uma ampla gama de disciplinas científicas.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo