Resultado da pesquisa foi publicado na Revista de Administração Pública
Municípios administrados por mulheres gastam 6,9% a mais por habitante na área da saúde quando comparados aos governos masculinos, aponta levantamento de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicado na Revista de Administração Pública.
Os cientistas analisaram as contas de 166 cidades do Rio Grande do Norte entre os anos de 2017 e 2022 – o estado serviu de laboratório por registrar a maior proporção de prefeitas entre os estados com mais de 100 municípios do país (ficando atrás apenas de Roraima, que tem só 15 municípios), o que ampliou o número de observações e ajudou a reduzir efeitos de viés regional ao concentrar a análise em um único estado.
Os dados mostram uma realocação de prioridades no cofre municipal; ao mesmo tempo em que a saúde ganha reforço nas gestões femininas, os gastos com educação apresentam uma queda de 6,3%. A explicação para isso está na matemática das regras fiscais brasileiras.
Leia na íntegra: Agência Bori
