*Por Edmundo Lima de Arruda Jr.
Há vários cenários políticos no horizonte neste marco eleitoral de 2026. Inclusive, para os mais pessimistas (ou otimistas do caos) de una guerra civil. Hipótese remota e adversa nas suas consequências, mas reversível, com lutas no Direito e boa política. Tudo num terreno movediço, sim, sobre o que fazer em face de tantos desafios.
País cindido. Como? Com quais contextos e protagonistas?
Temos um líder vitorioso na presidência, populista descedente a longo prazo, e um lider autoritário ascendente, a médio prazo, seguindo a tendência ultradireitista em alta mundo afora. Uma cultura de corrupção generalizada. Uma econonia com problemas estruturais. Pior, uma crise de confiança multidimensional.
Há o efeito da guerra por procuração entre Ucrania e Rússia, explicitando uma nova geopolítica do comércio global. Estamos dentro desse ambiente hostil de belicidade crescente.
Em jogo a nossa natureza, riquezas disponíveis para dar conta do destino do poder e do dinheirio em disputa. E o Brasil na rota bifurcada entre afirmação nacional e expiação forjada da parte da cobiça das grandes potências na sua pax ideológica. Essa, a questão de fundo.
Lula, com o todos os seus vícios, reune o mínimo ético que a familia Bolsonaro não possui: respeito internacional para enfrentar, sem entreguisno e ressentimentos, o abismo bem próximo, contruindo pontes para travessias possíveis.
Lula é o que temos de melhor como liderança maior, não somente para poupar o Brasil de uma guerra fraticida, salvando nossa soberania, como esquadrinhando as bases de uma nova ordem mundial sob a visão dos países emergentes.
Na biruta da história, eis o semáforo indicando as possibilidades de democratização e de contenção da tendência à neofascização. Derrotar o terror e pautar a esperança, fixar a vida e não a morte.
Lula têm mil problemas mas a ascensão de gangsters na direção do Estado seria entrar na ciranda da mais abjeta privataria, sicarização da mediação social, e nas mais descarada negociata oficial de nossos recursos naturais.
A política exige, nessa encruzilhada, a aposta certa. Na democracia, com todos os seus percalços, armadilhas. O medo, a insegurança e a desconfiança não devem alimentar a segregação da política do ódio.
Felizmente no dia 25 descortinamos a luz da esperança, a confiança na juventude, a força popular nas ruas. Contra o abominável.
Um renascimento do futuro.
*Edmundo Lima de Arruda Jr. é professor aposentado do CCJ/UFSC e ex-presidente da Apufsc-Sindical
Artigo recebido às 8h04 do dia 27 de outubro de 2026 e publicado às 9h17 do mesmo dia
