Sistema científico que transformou os EUA em superpotência está sob intensa pressão oficial, e diante do risco de perder a primazia em áreas estratégicas e de ver ‘fuga de cérebros’, aponta o The News York Times
O alerta, enterrado num relatório governamental obscuro, era claro. A prestigiosa rede de laboratórios de pesquisa do Departamento de Defesa — cujos cientistas ajudaram a desenvolver a comunicação via satélite, a tecnologia de radar e até mesmo o mouse de computador — estava em apuros. Os laboratórios perderam uma parcela significativa de sua equipe no ano passado, em grande parte devido aos esforços do governo Trump para enxugar a força de trabalho federal, concluiu o relatório.
Preencher posições críticas estava se mostrando difícil, em parte devido à exigência do presidente Trump de que as novas contratações fossem avaliadas quanto à sua lealdade aos objetivos dele. O relatório, emitido pelo Pentágono, apontou para “consequências potencialmente graves para o futuro da defesa nacional”.
Mas a turbulência na pesquisa científica se estende além do Pentágono. O Departamento de Energia, um centro fundamental de pesquisa nuclear e quântica, perdeu mais de mil cientistas e equipe técnica. A Fundação Nacional de Ciências (NSF), que por décadas foi a principal financiadora de pesquisas fundamentais de longo prazo, reteve mais de US$ 1 bilhão em financiamento.
Nos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), o maior órgão financiador de pesquisa médica, autoridades atrasaram ou cancelaram mais de 2 mil bolsas de estudo para pesquisadores biomédicos focados em temas como Alzheimer, câncer e outras doenças.
Leia na íntegra: O Globo
